Mad Love

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010 — 2 comment(s)
Hoje apeteceu-me reler o comic "Mad Love" que nos conta como é que a Dr. Harleen Quinzel se transformou na famosa namorada do The Joker, Harley Quinn.

Esta história começa com um Joker frustrado por não ter nenhuma ideia divertida para tentar matar o Batman e com a Harley Quinn a tentar tentar ter a sua atenção. Ela acaba por ser posta na rua a recordar-se do porquê de ter deixado tudo que tinha para seguir um palhaço psicotico.

"Face it, Harl. This stinks. You're a certified nutzo wanted by the law in two dozen states... And hopelessly in love with a murderous, psychopathic clown."

Tudo começa quando a jovem psicóloga Dr. Harleen Quinzel interessada em estudar mentes mais excitantes decide ir trabalhar para o Arkham Asylum. É lá que ela vê pela primeira vez o famoso Joker. Harleen começa a estuda-lo e acaba por criar uma grande obsessão e se apaixonar perdidamente por ele. É depois dele ter escapado do manicómio e voltar a ter sido apanhado e levado de volta pelo Batman que ela perde a cabeça, vai até uma loja de disfarces e rouba um fato de palhaço e resgata o seu apaixonado. E é assim que a Harleen Quin-zel passa a ser Harley Quinn, a Harlequin pessoal do Joker.



É depois desde flashback que a Harley decide que a única maneira de ter o Joker só para si é acabando com o Batman. Assim sendo, ela pega num antigo plano feito pelo criminoso que incluía o Batman a ser devorado por piranhas. Este nunca foi posto em prática porque era suposto ser divertido, mas as piranhas não sorriem. Foi então que Harley chega à brilhante conclusão que se virar o Batman de pernas para o ar, ele vai olhar para as piranhas e estas vão parecer estar a sorrir.
É então que Harley Quinn envia uma gravação dirigida a Batman dela mesma desesperada a chorar a dizer-se arrependida de tudo e que, se ele a protegesse, ela lhe podia relevar o paradeiro do Joker.
Com isto, o Batman vai encontrar-se com ela e cai na armadilha. Quando volta a abrir os olhos encontra-se preso de pernas para o ar sobre um tanque cheio de piralhas. É lá que Harley lhe explica que só faz aquilo para poder ter o amor do Joker mas Batman ri-se e diz-lhe que tudo o que o Joker lhe havia contado não passavam de mentiras que contou apenas para a poder manipular conforme quisesse. Diz-lhe também que se fosse comido pelas piranhas não haveriam evidências que fora ela a mata-lo. Ela decide telefonar ao Joker e dizer-lhe para lá ir ter para que lhe pudesse mostrar o Batman a morrer. E com isto Batman consegue o que queria: Tempo.

O Joker chega, furioso por Harley tentar matar sozinha o Batman. Mas é quando Harley lhe explica o que fez para tornar o seu plano "divertido"ele torna-se violento e quase que a mata ao atira-la pela janela.

"If you have to explain a joke, there is no joke!"

Entretanto o Batman conseguiu solta-se e o Joker foge. Ele vai atrás dele e começam os dois a lutar, mas é quando Batman diz que a Harley Quinn esteve mais perto de o matar do que o Joker alguma vez esteve, que vilão se passa por completo e o ataca violentamente (porque era exactamente este o motivo pelo qual ele chegou ao esconderijo furioso com Harley, era ELE que devia matar o Batman, nao a sua "namorada"), mas acaba por cair do comboio em movimento e aparentemente morre.

"I have to admit she came a lot closer to killing me than you ever did."

Harley Quinn agora no papel de doente no Arkham Asylum se apercebe que Batman tinha razão. Era fora apenas um fantoche mas mãos do homem que amava e decide esquece-lo. Mas quando olha para o lado e vê flores com a mensagem "Feel better soon. -J." esquece tudo e continua apaixonada por o seu "puddin".

"So, tell me, Harley - How did it feel to be so dependent on a man, that you'd give up everything for him, gaining nothing in return?"
"It felt like..."
[FEEL BETTER SOON. -J.]
"... It felt like a kiss...!"


Este comic é decididamente um dos meus preferidos. Adoro o casal Joker x Harley e acho toda a história que eles têm super interessante, porque é bem mais complicado do que o que parece à primeira vista: Que o Joker nunca a amou nem há de amar, que ele só a têm ao pé por esta ser útil e que quando não lhe servir de mais nada a vai matar como se nada fosse. Já tentou várias vezes, qualquer dia é de vez. E pronto, é ai que muita gente se engana! Este é o casal fictício mais complexo que conheço. Tem elementos abusivos, dinâmica de dominante/submisso, obsessão e insanidade. Não nos podemos esquecer que aqui se lida com um casal de criminosos com problemas mentais. Cada um ama à sua maneira :)

Mas isso é uma história que fica para depois. Qualquer dia armo-me em psicóloga (cof, geek, cof) e escrevo sobre a relação destes dois.

Matrix - Supergirl

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010 — 1 comment(s)
Porque este vai ser o meu cosplay para o Photoshoot de amanhã. Pode ser considerada a segunda Supergirl, depois da "morte" da primeira, a prima do Superman, Kara Zor-El.



Num mundo paralelo (Pocket Universe) criado por Time Trapper com intensão de manipular a Legião de Super Hérois, três criminosos Kryptonianos fugiram da Phantom Zone para tentarem dominarem essa Terra. Nesta realidade não existia Superman (e a sua versão mais nova - Superboy - havia morrido antes dos criminosos fugirem) mas existia um Lex Luthor bom. Este, usando o material genético do seu grande amor, Lana Lang, criou um ser vivo artificial chamado "protoplasmic matrix" a que também adicionou uma fisiologia parecida à do Superman, isto é, para além de poder mudar de forma, tem os poderes dele. Para que esta lutasse contra os criminosos que fugiram.

Apesar de tudo, Matrix não era forte o suficiente para os derrotar, então, Lex Luthor mando-a ao Universo Principal da DC Comics pedir ajuda ao Superman. E pronto, lá veio o Superman, acabou com os mauzões mas o Pocket Universe foi destruido. Sendo assim, ele levou a Matrix com ele para o seu Universo. Ela tornou-se a nova "filha" dos Kents (agora chamada de Mae) mas depois de algumas peripécias ela vai "passear" por outros espaços mas acaba por voltar.

Quando volta, e conheceu o Lex Luthor deste Universo - o Lex Luthor mau, pronto, disfarçado do seu próprio filho, por quem Matrix se apaixonou perdidamente pensando que este fosse bondoso como o Lex que antes havia conhecido. Começaram a ter uma relação e decidiram viver juntos. Os Kents e o próprio Clack ficaram chocados com as notícias mas respeitaram a sua decisão apesar de Matrix ter começado a comportar-se se forma diferente perante o "irmão". Mas nada disto a impediu de continuar o seu papel de Supergirl.

Durante a arc da Morte do Superman, Matrix continuou a ajudar na luta contra Doomsday mas Lex Luthor entrevia sempre, mantendo-a segura com ele. Quando Doomsday chegou à Metrópole, ela relebiou-se contra o seu companheiro e fui lutar contra o monstro, mas foi logo derrotada num único golpe, o que a forçou a voltar à sua verdadeira forma, uma massa humanóide cinzenta.

Quando Superman morreu a deter Doomsday, a Matrix usou os seus poderes para proteger a Metropolis, mas nem isso fez com que várias pessoas a considerassem o animal de estimação do Luthor. Ela não quis saber. Ela continuou a fazer um bom trabalho a salvar as vitimas e a ensinar ao novo super héroi - Superboy - a importância de salvar a vida das outras pessoas. Também ajudou Superman a regressar uma vez que se descobriu que ele afinal estava vivo. Ela até se fez passar por Clark Kent (fazendo de conta que esteve preso durante o ataque do Doomsday) para explicar o porquê dele estar desaparecido durante a morte do Superman.

Depois disto ela teve um grande choque, ao descobrir que o seu amado Luthor andava a fazer clones dela, criando milhares de "Supergirls" pessoais. Ela deixou-se consumir pela raiva e destruiu o laboratório e todos os seus clones, quase que matou Lex Luthor, tendo sido o Superman que a deteu, fazendo que ele entrasse em coma.

Depois deste incidente ela juntou-se por pouco tempo aos Teens Titans, acabando por perceber que simplesmente aquilo não era para ela.

Mais tarde, um homem chamado Buzz, tenta sacrificar a sua namorada (Linda Danvers) num culto a um demónio, mas Matrix entrevem, tentando curar as feridas de Linda. Esta falha, tendo como resultado Matrix e Linda se terem fundido numa só para salvar a vida de Linda.

Depois deste "pequeno" incidente, Linda, agora com os poderes de Matrix, decidiu continuar com o papel de Supergirl. Mais tarde acaba por se descobrir que Matrix, por se ter fundido com outra pessoa se tinha tornado num dos três Earth-Angels. A Earth-Angel of Fire, o que lhe proporcionou umas asas de fogo e por ai...
Entretanto, Matrix perdeu o seu poder de mudar de forma, porque inconscientemente passou a ver-se apenas como Linda. Mas nem toda o protoplasma de Matrix se fundiu com Linda, fazendo com que o que a parte que não se fundiu criasse uma Matrix má e doida que começou a lutar contra Supergirl até que foi absorvida por Blithe, o Earth-Angel of Light. Mas tudo isto fez com que Linda perdesse parte dos seus poderes.

Passado isto, Matrix e Linda foram separadas pela Demon Queen Lilith e Matrix foi presa no corpo de uma mulher chamada Twilight. Depois de Linda resgatar Matrix torna Twilight, que fora sua inimiga, em sua aliada. Twilight é fatalmente ferida e Linda convence Matrix a fundir-se com ela, para impedir que esta morresse. Elas fundiram-se e tornaram-se o novo Earth-Angel of Fire e, então, usaram os seus poderes para restaurar os poderes de Linda.
Feito isso, nunca mais se soube nada de Twilight nem de Matrix.

FIM :D

P.S: A parte final, da separação, já esta muito resumida porque já estou farta de escrever e pensar D:

Máscaras

sábado, 13 de fevereiro de 2010 — 3 comment(s)
Todos nós as usamos. Passamos mais de metade da nossa vida escondidos por detrás delas para atingir os nossos interesses.
Eu própria, mal acabo de acordar, a primeira coisa que faço é abrir a gaveta e tirar de lá uma máscara que se adeqúe ao que pretendo fazer nesse dia. Não considero uma falha de personalidade, mas acho sim, que para nos camuflarmos devidamente do mundo, é preciso ser-se inteligente. É necessário ter-se noção da sociedade que nos envolve e de saber qual a melhor maneira de nos proteger contra tudo que nos possa causar mal. Vivemos numa sociedade hipócrita, sempre mascarada e pronta a apontar-nos o dedo à primeira falha, esquecendo-se dos seus próprios tectos de vidro. Se queremos sobreviver temos de aprender a usar as nossas diversas máscaras.
Somos seres naturalmente egoístas, fingimos simpatia, autoconfiança, inocência, forçamos amizades por interesse. Usamos e somos usados constantemente sem dar por isso. Para usar pessoas é preciso manipula-las, para as manipular temos de recorrer às nossas máscaras, quer seja para encantar ou quer seja para intimidar. Precisamos constantemente de recorrer aos nossos disfarces para obtermos o que queremos.

A vida não passa de um teatro que todos nós temos de representar sem nos dar ao luxo de errar, porque quando erramos não há volta a dar, a máscara cai juntamente com todas as teias de mentiras criadas à sua volta.

O bom das máscaras é que por quanto mais as usamos, melhor conseguimos ver através das dos outros, apercebendo-nos com quem lidamos diariamente.
Uso muitas máscaras. São elas que me protegem. Não me hão de voltar a apanhar desprotegida. Não vou voltar a ser um isco fácil. Sou a primeira pessoa a dizer que sou uma cabra que é capaz de fazer tudo que estiver às minhas mãos para conseguir o que quero. Quer seja para mim quer seja para aqueles de quem gosto. Aprendi a usar bem as minhas máscaras. Fui usada e agora sou eu que uso. Agora só me usa quem eu permito que o faça. Doeu mas valeu a pena. Tornei-me realista e sei como lidar e o que esperar da espécie humana. Agora consigo ver em quem posso realmente confiar e em a quem me posso mostrar tal como sou. Sem máscaras.

Tudo que eu quero é descobrir o meu lugar para poder finalmente guardar todas as minhas máscaras e ser feliz no meio das pessoas que me aceitam tal como sou, e com as escolhas que faço. Viver sem receio de voltar a ser apunhalada nas costas. Um lugar onde possa realmente descansar em paz.
Isso ou então tornar-me um ser ignorante, porque acho que se não fosse tão observadora e não pensasse tanto, era ingénua e não me apercebia da crueldade da minha espécie a meu redor. E assim era capaz de ser mais feliz.

MAMAS

domingo, 7 de fevereiro de 2010 — 2 comment(s)
Pois é. Mamas. O tema de hoje é Mamas.
Mamas. As mamas irritam-me. Principalmente as minhas mamas. Porquê? Porque são grandes! Fuck it!
Hoje fui às compras, aproveitar os últimos dias de saldos, blá blá.
Primeiro: Comecei com o que mais detesto fazer. Fui à Tezenis comprar sutiãs. Que frustrante que isso é! Há mil e um sutiãs naquela loja, ora, isso faz com que perca imenso tempo até finalmente escolher um bonito, de preço acessível e, quando finalmente encontro um do meu agrado, pimbas! É pequeno de mais e não existe o meu número ou a minha copa! Isso é tão irritante! Porque raio é que as minhas mamas não podem ser como todas as outras para caberem nos sutiãs que gosto! Sim, não é que alguém vá a andar a ver como são os meus sutiãs, visto que normalmente utilizo alguma camisola por cima, não é? Mas todas as meninas gostam de ter coisas bonitas e confortáveis. Enfim, com isto tudo, para além de perder a paciência à procura de um para-quedas que me sirva, perco tempo. Passado meia hora a experimentar carradas de sutiãs, só escolho um. E não é tão bonito como eu queria! É sempre a coisas coisa, geez.

Segundo: Fui comprar t-shirts, camisas e camisolas. Isto ainda me irrita mais que a história do sutiãs. Porque? Porque a maioria das moças que por ai andam não têm quase nada, então, o que mais se encontra ai à venda são t-shirts com decotes quadrados enormes. Às outras ficam bem, e gostava muito de usar coisas assim. Mas comigo, o que acontece é que tudo se transforma num decote enorme! Não gosto de decotes grandes, eh! Para além dos decotes, à muitas t-shirts giras com bonecos que gosto muito. Hoje fui experimentar uma com o Cocas e a Miss Piggy e adivinhem. As minhas mamas faziam com que a cara do Cocas desaparece-se! Ficava por baixo das minhas mamas. T-shirts com desenhos muito giros, mas que a mim não ficam bem porque as minhas mamas gostam de os comer.
Com isto tudo, fico-me pelas opção de usar só coisas ou lisa, ou com estampados repetitivos. Pronto, uma vez ou outra ou não resisto à tentação de comprar alguma com bonecos ou, por acaso, até me fica bem. Felizmente ainda estamos no Inverno, por isso ainda posso optar por usar gola alta e assim não à decote para ninguém! Mas, da Primavera ao Verão, surge-me outra crise à procura de coisas sem decotes até sei lá onde. Ah! E outra coisa que me irrita é não puder usar daquelas camisolas largas porque as mamas dão a parecer que sou super gorda e que estou grávida.

Resultado: Depois de duas horas e tal a ver roupa (e eu detesto ficar muito tempo em lojas) comprei um sutiã, uma camisola e umas calças.

Agora, para além de tudo isto, as mamas continuam a irritar-me. Porquê? Por vários motivos.

Por exemplo, o meu trauma com as piadas das "Mamas da Sahh". Ganhei este trauma depois de um lanche na casa do Fake com outros amiguinhos em que, durante UMA HORA só se fez piadas sobre a Rita e a Joana. (Sim, eu dei nomes às minhas mamas, tal como chamo às minhas nádegas de Manon e Kaidoh. Short Story actualy.) E quero agradecer o meu trauma ao meu grande amigo de longa data, Seph, por ter feito TANTAS piadas TÃO engraçadas, mas que posso eu fazer já que existe MUITO MATERIAL para se usar e ter uma conversa GRANDE e interessante.
Felizmente essas gracinhas agora já perderam a piada, mas ainda não me escapo aos comentários do Tio Vic: "Fodasse Tia Sahh, quando fores velha, para além de gorda vais ter as mamas até aos joelhos!" e "Isso não são mamas! São sahhcos de banha!"
O Tio Vic é feio e gordo. Não quero saber do que ele diz >:
Mas quando dou abraços às minhas amigas elas têm sempre de dizer: "Porra Sandra! As tuas mamas estão as esborrachar as minhas!"

Irrita-me quando estou a ouvir gajas a dizerem que gostam de meter silicone para ter as mamas maiores. PORRA! QUEM ME DERA A MIM QUE AS MINHAS FOSSEM MAIS PEQUENAS! Se ando, elas saltam. Se salto, elas saltam. Se estou com o período e ando, elas saltam e doem para caralho. Se estou com o período e salto, elas saltam e doem para caralho. So sad :(

Mas o pior de tudo é quando vou sair à noite e tenho porcalhões a olharem para a Rita e para a Joana. Ou os homens das obras. Ou quando falam comigo não me olham para a cara, olham para baixo.

Às vezes penso que se não tivesse estas atrocidades mamárias era mais feliz.


E agora, como acredito que todos acharam este post SUPER interessante, não percam o próximo capítulo! As Crónicas da minha Vagina!

Sandman

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010 — 1 comment(s)
Passado muito tempo decidi voltar a ler os comics de Sandman. Agora pergunto-me porque raio deixei eu de ler uma das séries mais awesomes de sempre.



"There is nobody in the whole world who knows more stories than Sandman. At night, when children are still at the table, very quietly, or sitting in their seats, he takes off his shoes and climbs the stairs slowly, open the door without noise and blow sand in their eyes."

Sandman descreve a vida de Dream, o rei de the Dreaming (Mundo dos Sonhos, onde Dream mora) e as suas interacções com o mundo e os seus respectivos seres. Muitos nomes lhe foram atribuídos, tais como Sandman, Oneiros e muitos outros esquecidos com o tempo, mas é por Morpheus que é geralmente reconhecido.
Um héroi de tragédias gregas, aparentemente sem sentimentos mas constantemente melancólico que está sempre ciente das suas responsabilidades e com uma dependência de confiança da sua irmã mais velha - Death. É a personagem mais obscura da série que tem de conviver com desejos reprimidos de todos os humanos no seu reino, o que o faz esforçar-se para entender a sua verdadeira natureza. E este sim, é o verdadeiro mistério de toda a história.

Morpheus tem seis irmãos que, tal como ele, são manifestações antropomórficas: Destiny, Death, Destruction, Desire, Despair e Delirium (anteriormente Delight). Sendo os sete conhecidos como os The Endless em que as suas aparências são feitas a partir do subconsciente dos seres conscientes isto é, variam conforme as experiências de vida dos observadores mas nunca perdem a ligação com o conceito que representam. Existem desde sempre e são os seres mais poderosos depois dos Anjos e de Deus. São eles que ocupam os papeis centrais ao longo da história que se passa no the Dreaming em que o seu irmão é a base de tudo.


Aconselho vivamente estes comics a quem goste de histórias "pesadas" porque todas elas giram em volta de psicologia e estranhas filosofias. Tem falas complicadas e temos mesmo de prestar atenção a cada palavra dita para entendermos o que se está a passar. Também tem muitas referências a histórias bíblicas, mitológicas e até mesmo do reino das fadas - tudo que vive no mundo os sonhos aqui tem lugar.
Acho as personagens realmente cativantes pois não "seguem à letra" o que personificam mas não perdem a sua verdadeira essência, principalmente a Death, a Endless mais optimista e bem humorada que tem sempre pendurado no pescoço um colar na forma de Ankh (símbolo egípcio da vida).

Depois de Batman, aqui está a minha colecção de comics preferida. AH! E esqueci-me de referir que o Batman também aparece em Sandman!

The Little Red Riding Hood Photoshoot

sábado, 30 de janeiro de 2010 — 1 comment(s)
Decidi publicar no meu blog as minhas fotos preferidas do meu pseudo photoshoot de Capuchinho Vermelho feito ao pé da Quinta da Fidalga, no Seixal.
As fotografias foram tiradas pela Laura e pela Elisa.



Aceitam-se opiniões!
Pessoalmente, gostei muito desta sessão. Representa exactamente o que queria transmitir. O caminho para perda da inocência infantil presente no conto do ponto de vista psicanalista.

Agora apetecia-me fazer um grande texto sobre a psicanálise na estória do Capuchinho Vermelho mas estou a começar a ficar com sono, por isso fica para outro dia.
Se houver algum curioso, recomendo: "A Psicanalise dos Contos de Fadas" de Bruno Bettelhein. O único livro que tive a paciência de ler em PDF!

Stupid Little Crises

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010 — 1 comment(s)
Sinto-me tão farta do 12.º ano. Tudo que faço é inútil. Trabalhos da treta que não vão servir para nada, é só mesmo para engonhar e fazer os alunos perder tempo. Para além de que os professores pensam que só temos trabalhos para as disciplinas deles e riem-se quando dizemos que estamos a começar a afogar-nos com os das outras.
Pior que isso é que nem sequer quero seguir nada dentro de Artes. Maldita a hora em que não mudei para Humanidades, ao menos ai aprendia realmente alguma coisa que me visse a ser útil. Gosto muito das artes e nada contra artistas, mas muito sinceramente, aplicar correctamente os claros e escuros numa figura, desenhar bem um pé e ter noção de perspectiva aérea não me há de servir de muito.
É tão frustrante estar a perder tempo e stressar com algo que não vai servir para nada. Perdi todos os meus tempos livres em casa durante duas semanas para fazer a porcaria de uma pintura a pastel de óleo numa folha A2 com casinhas, meninas e gatinhos! Com as horas que perco a fazer dessas coisas podia ter feito algo de útil! Sempre quis fazer voluntariado no canil e não posso. Porquê? Não tenho tempo por causa dos trabalhos. Queria ter um part time e não posso. Porquê? Não tenho tempo por causa dos trabalhos. E por ai em diante.
Estou um ano lectivo inteiro a fazer porcaria enquanto podia estar a fazer ou aprender algo de útil. Para além do mais, este ano, como não vou passar a geometria ainda vou ter de ficar um ano extra para completar o secundário! Argh. Depois ainda me perguntam porque é que ando desmotivada com a escola e sempre de trombas nas aulas.
Além dessas coisas todas, já não posso ver aquela escola à frente. Estou lá desde o meu 7.º ano. Estou farta as intrigas que as lambe botas fazem para ver se me lixam as notas. Estou farta da competição idiota que há para ter um desenho melhor que o colega de quem não gostamos. A primeira coisa que disse quando entrei no secundário foi "Não venho para aqui fazer amigos, vim para aqui para tirar boas notas e ir para a faculdade." 'Pá ya, mas não era preciso ter de fazer uma enorme força mental para me controlar e não espetar um pontapé no focinho de alguém :(
Eh, só quero acabar o 12.º e arranjar trabalho para começar a juntar o meu dinheiro para sair de casa e ajudar a pagar o resto dos estudos.

E pronto, teve de ser. Precisava de desabafar.